O ecossistema oceânico Constitui uma inesgotável fonte de inspiração para a
criação artística e é objeto de estudo por parte da comunidade científica,
é denominado pelos fatores biológicos, fatores físicos e químicos e tal
inter-relação constrói esse ecossistema. Ainda hoje pouco se conhece sobre os
organismos bióticos e abióticos deste ecossistema, pois o oceano ainda continua
sendo uma incógnita diante dos outros ecossistemas, a vida oceânica é mais
complexa de se entende, pois se podem ter organismos em quase todos os níveis
marinho, e a dinâmica tanto da reprodução até para o estagio adulto de alguns
anfíbios é extraordinária, por desovar em um local e viver em outro
completamente diferente.
Introdução:
O oceano é um espaço tridimensional cuja imensidão se projeta
em todas as direções, exercendo a sua magia e encanto em múltiplas vertentes da
nossa vida. A Terra
possui 5 grandes oceanos: Pacífico, Índico, Ártico, Atlântico e Antártico.
Mesmo que os oceanos sejam conectados um ao outro, cada um possui espécies e
características únicas. De acordo com Barbara A. Somerville (Biomas da Terra:
Oceanos, Mares e Recifes), o Oceano Pacífico é o maior e mais profundo, e o
Oceano Atlântico é o segundo maior.Os Oceanos é o habitat de diferentes formas
de vida. As águas do Ártico e do Antártico são extremamente geladas, mesmo
assim são cheias de vida. A maior população de Krill (pequenos animais
semelhantes a camarões) habita sob o gelo do Oceano Antártico.
Ecossistema de Oceano
A biosfera abriga vários organismos vivos
onde estes vivem em diferentes habitat e interagem – se neste meio, este
conjunto denomina-se Ecossistema, no entanto existem diferentes tipos de ecossistemas
como: o de várzea, de oceano e etc. A pesquisa integra-se a difundir o
ecossistema de oceano.
O oceano é um dos ecossistemas mais vasto e
indefinidos na questão de espécies de organismos vivos, sendo influenciado por
muitos fatores dos quais proporciona a vida neste ambiente.
O
ecossistema aquático marinho pode ser classificado segundo critérios que
envolvem a penetração da luminosidade e a estratificação de níveis na coluna de
água.
- Quanto à gradação de luz, o ambiente marinho de divide em: zona eufótica e
zona afótica:
Zona eufótica → compreende a região na qual a incidência
luminosa consegue penetrar na coluna de água, geralmente compreendendo cerca de
200 metros de profundidade, de acordo com a turbidez (tonalidade da água em
consequência da saturação de partículas em suspensão). Corresponde à faixa com
considerável concentração de organismos ( veja alguns nas figuras 01 e 02),
entre os quais, micro-organismos fotossintetizantes (autotróficos).
- Quanto à gradação de luz, o ambiente marinho de divide em: zona eufótica e zona afótica:
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| figura 1 - golfinho |
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| figura 2 - raias ( uma manta) |
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| figura 3 - FANGTOOTH OU PEIXE OGRO |
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| figura 4 - viperfish (chauliodus sloani) |
- Quanto à
profundidade, o ambiente marinho de divide em: zona litorânea, zona nerítica,
zona batial e zona abissal. Veja na
figura 5 – as zonas oceânicas
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| figura 5 - zonas oceânicas |
Zona litorânea → limite existente entre o nível das marés (alta e baixa).
Zona nerítica → região que atinge, aproximadamente, 200 metros de profundidade, estendendo-se cerca de 50 a 60 km da margem litorânea. Representa o limite com maior biomassa e produtividade aquática, abrigando um grande número de organismos.
Zona batial → localizada abaixo da zona nerítica, situa-se entre 200 a 2000 metros de profundidade.
Zona abissal → ambiente marinho mais profundo, situada entre 2000 metros de profundidade e o substrato oceânico, sendo uma região totalmente afótica (sem luz), onde habitam poucas formas de vida.
Alguns fatores abióticos que condicionam a vida marinha
Os principais fatores abióticos que atuam no meio marinho são:
- A pressão, que aumenta com a profundidade;
- A iluminação, que diminui rapidamente, tornando-se praticamente inexistente abaixo dos 100 m de profundidade (zona afótica);
- A temperatura, que diminui gradualmente com a profundidade, embora se verifique em determinadas condições uma descontinuidade térmica chamada termoclina, que atua como barreira para muitos seres vivos donécton;
- O oxigênio dissolvido na água, que depende da abundância de seres autótrofos nas regiões superficiais (zona eufótica) ou quimiotróficos, quimiótrofos, nas regiões abissais.
Fatores bióticos que
condicionam a vida marinha
Seres
planctônicos: Não
possuem órgãos de locomoção ou os têm rudimentares, sendo arrastados pela
correnteza. Ex.: o Krill que está no
coração da cadeia trófica do Oceano Austral e Oceano Atlântico sul, sustentando
centenas de espécies de peixes a lulas, baleias, pinguins, focas, albatrozes e
etc. Figura 6 – Importância do kriil.
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| figura 5 - importância do kriil |
O krill é extraído
por grandes navios para alavancar a economia de diversos setores como:
·
ÁCIDOS
GRAXOS ÔMEGA-3
O krill tem altas concentrações de ômega-3
que, devido às suas propriedades farmacológicas, tem sido crescentemente
valorizado como suplemento dietético, relacionado com a saúde cardiovascular e
associado com a longevidade. Enquanto o ômega-3 pode ser extraído de outros
peixes, tais como o savelha e sardinha, um esforço agressivo está a caminho
para promover o óleo ômega-3, oriundo do krill, como o antioxidante mais
poderoso dentre todas as demais espécies marinhas. Novamente, a indústria – mas
desta vez, o segmento de suplementos dietéticos (nutricêutica) - reconhece a
vantagem dos baixos níveis de contaminação por mercúrio, dioxinas e os PCBs
encontrados no krill antártico.
·
MEDICAMENTOS
Devido à capacidade
de acelerar a cicatrização pós-cirúrgica, as enzimas poderosas do krill exercem
um potencial muito atrativo para a indústria farmacêutica. Outros especialistas
promovem os óleos antioxidantes do krill ao relatar os excelentes resultados no
tratamento do colesterol alto.
·
COMPETIÇÃO
COM PREDADORES
Estudos recentes
demonstram que a pesca industrial do krill antártico ocorre quase que
totalmente dentro das áreas de alimentação dos predadores em terra, tais como
os pinguins. Também, existem evidências de que a competição entre as
embarcações de pesca e os predadores do krill já ocorre em algumas áreas, particularmente,
coincidindo com os períodos de reprodução, quando a escassez de alimento
impacta o sucesso reprodutivo das espécies predadoras.
Dividem-se em
fitoplâncton e zooplâncton.
- Zooplâncton: Organismos heterótrofos: microcrustáceos; pequenos anelídeos; larvas de esponjas, celenterados, insetos, crustáceos, moluscos, equinodermos e urocordados; alevinos (larvas de peixes); protistas (protozoários
- Fitoplâncton: Organismos autótrofos clorofilados: algas clorófitas; moneras (algas cianofíceas); protistas (dinoflagelados, diatomáceas, euglenófitas). Os organismos do fitoplâncton desempenham importante papel, como produtores, nas cadeias alimentares; bem como no processo de renovação do ar atmosférico.
As algas que estão dentro do Fitoplâncton na
sua maioria são exploradas economicamente, como as algas vermelhas (figura – 8)
produtoras de ágar (ágar-ágar) ou gelose, um polímero da glicose, são importantes recursos econômicos, seu
aproveitamento podem beneficiar processos de engenharia genética, utilizado na cultura
de bactérias e na indústria farmacêutica (laxante); é um subproduto obtido
principalmente das espécies: Gelidium corneum, Gelidium
sesquipedale e Pterocladia capillacea, que por isso também se denominam por
algas agarífera além de ser muito
utilizado na fabricação de geleias, produtos de confeitaria, gelados, xaropes,
maioneses e queijos, sendo o produto responsável pela consistência mole, mas
suficientemente firme, que apresentam.
Algas Marrons (figura - 7) que proporcionam a Algina que é utilizada na fabricação de
sorvetes, na indústria alimentícia e farmacêutica e etc.
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| figura 8 - algas vermelhas |
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| figura 7 - algas marrons |
3. Microrganismos: A microbiota marinha é importantíssima para a decomposição de matéria orgânica e para a produção primária em ecossistemas sem luz. A maior parte dos são bactérias e algas azuis (cianobactérias ou cianofíceas, normalmente incluídas no fitoplâncton). As bactérias estão dispersas por todos os oceanos, suportando condições extremas. Há bactérias quimiossintéticas e decompositoras.
4. Seres nectônicos: possuem órgãos eficientes de locomoção, deslocando-se voluntariamente nas águas. São os peixes, cetáceos, moluscos (polvo, lula), crustáceos (camarão) Figura 9 , répteis (tartaruga) Figura 10 , etc.
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| figura 10 - tartaruga marinha |
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| figura 9 - camarão( crustáceo) |
A pesca e a aquacultura de camarões é uma das atividades econômica
mais importantes, devido ao elevado valor comercial destes produtos de luxo da
alimentação humana. De acordo com a informação “Fishstat Plus” da FAO, em 2002,
a captura mundial de camarões marinhos foi de 2.843.020 toneladas, enquanto que
a produção mundial por aquacultura foi de 1.292.476 toneladas. Recentemente,
várias espécies de camarões do coral têm sido comercializados pela indústria
aquarista. (Silva, 2008)
- 5. Seres bentônicos: vivem apenas no fundo do mar, sendo fixos ou móveis. São os equinodermos (estrelas-do-mar figura - 11), os espongiários, celenterados (corais e anêmonas), crustáceos (cracas
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| figura 11 - estrela do mar |
Hoje a
China é o líder mundial em produção aquícola, é detentora de 83% do total de
ostras produzidas no mundo. Por isso o seu
desenvolvimento da aquicultura deve servir como referência para países com
potenciais para o desenvolvimento nesta atividade.
Apesar de
não estar entre os dez maiores produtores mundiais, o Brasil vem evoluindo na
produção de ostras, mesmo que de forma ainda artesanal, quando comparada à
produção da China, Estados Unidos, Coréia, Japão, França, entre outros, que são
países que se dedicam a mais tempo à ostreicultura.
Os
Estados de Santa Catarina e São Paulo são os que mais investem na
ostreicultura, tanto em pesquisa, quanto em estímulos à produção. Recentemente,
os Estados da Bahia, Sergipe, Ceará e Maranhão iniciaram atividades ligadas ao
cultivo da Crassostrea rhizophorae. Santa Catarina destaca-se como o estado
pioneiro e com os melhores índices de produção de moluscos. Atualmente, detém
90% da produção nacional de
moluscos marinhos.
Conclusão
O
ecossistema de oceano, como observado é um dos grandes e indefinidos
ecossistemas, percebe-se que este sofre influências positivas diretas da
incidência de luz, pressão, oxigênio e influências negativas diretas na
modificação dos fluxos enérgicos causados potencialmente pelo homem, no que
traz consequência a competição entre os organismos dependentes de certas
espécies além das influências indiretas que é o caso da indústria e seus
esgotos sem a E.T (estação de tratamento), resíduos sólidos despejados no
oceano e outros.
Os oceanos também garantem a sobrevivência na Terra,
regulando as condições climáticas mundiais, assegurando o equilíbrio químico do
planeta e disponibilizando recursos para suprimento das necessidades humanas,
como alimentação e lazer. Apesar disso, os oceanos estão cada vez mais
ameaçados pela ação do homem, com a intensa exploração de seus frágeis ecossistemas e
coloca em risco suas espécies. Sua proteção é, portanto, prioritária.
Daevelyn Rodrigues
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| obrigada |














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