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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Maravilhoso Ecossistema Oceânico

Resumo:

O ecossistema oceânico Constitui uma inesgotável fonte de inspiração para a criação artística e é objeto de estudo por parte da comunidade científica, é denominado pelos fatores biológicos, fatores físicos e químicos e tal inter-relação constrói esse ecossistema. Ainda hoje pouco se conhece sobre os organismos bióticos e abióticos deste ecossistema, pois o oceano ainda continua sendo uma incógnita diante dos outros ecossistemas, a vida oceânica é mais complexa de se entende, pois se podem ter organismos em quase todos os níveis marinho, e a dinâmica tanto da reprodução até para o estagio adulto de alguns anfíbios é extraordinária, por desovar em um local e viver em outro completamente diferente. 


Introdução:

O oceano é um espaço tridimensional cuja imensidão se projeta em todas as direções, exercendo a sua magia e encanto em múltiplas vertentes da nossa vida. A Terra possui 5 grandes oceanos: Pacífico, Índico, Ártico, Atlântico e Antártico. Mesmo que os oceanos sejam conectados um ao outro, cada um possui espécies e características únicas. De acordo com Barbara A. Somerville (Biomas da Terra: Oceanos, Mares e Recifes), o Oceano Pacífico é o maior e mais profundo, e o Oceano Atlântico é o segundo maior.Os Oceanos é o habitat de diferentes formas de vida. As águas do Ártico e do Antártico são extremamente geladas, mesmo assim são cheias de vida. A maior população de Krill (pequenos animais semelhantes a camarões) habita sob o gelo do Oceano Antártico.

Ecossistema de Oceano

            A biosfera abriga vários organismos vivos onde estes vivem em diferentes habitat e interagem – se neste meio, este conjunto denomina-se Ecossistema, no entanto existem diferentes tipos de ecossistemas como: o de várzea, de oceano e etc. A pesquisa integra-se a difundir o ecossistema de oceano.
O oceano é um dos ecossistemas mais vasto e indefinidos na questão de espécies de organismos vivos, sendo influenciado por muitos fatores dos quais proporciona a vida neste ambiente.
            O ecossistema aquático marinho pode ser classificado segundo critérios que envolvem a penetração da luminosidade e a estratificação de níveis na coluna de água. 

- Quanto à gradação de luz, o ambiente marinho de divide em: zona eufótica e zona afótica: 
Zona eufótica → compreende a região na qual a incidência luminosa consegue penetrar na coluna de água, geralmente compreendendo cerca de 200 metros de profundidade, de acordo com a turbidez (tonalidade da água em consequência da saturação de partículas em suspensão). Corresponde à faixa com considerável concentração de organismos ( veja alguns nas figuras 01 e 02), entre os quais, micro-organismos fotossintetizantes (autotróficos). 

figura 1 - golfinho 
figura 2 - raias ( uma manta) 














 
Zona afótica → representa a região marinha que não recebe qualquer interferência da incidência luminosa. Os organismos (heterotróficos) que habitam esta faixa dependem da disponibilidade de oxigênio e matéria orgânica absorvida, respectivamente dissolvida e percolada (decantada) da zona eufótica. ( nas figuras 03 e 4 alguns organismo desta área)

figura 3 - FANGTOOTH OU PEIXE OGRO
figura 4 - viperfish (chauliodus sloani)
















- Quanto à profundidade, o ambiente marinho de divide em: zona litorânea, zona nerítica, zona batial e zona abissal. Veja na figura 5 – as zonas oceânicas



figura 5 - zonas oceânicas 



Zona litorânea → limite existente entre o nível das marés (alta e baixa). 

Zona nerítica → região que atinge, aproximadamente, 200 metros de profundidade, estendendo-se cerca de 50 a 60 km da margem litorânea. Representa o limite com maior biomassa e produtividade aquática, abrigando um grande número de organismos. 

Zona batial → localizada abaixo da zona nerítica, situa-se entre 200 a 2000 metros de profundidade. 

Zona abissal → ambiente marinho mais profundo, situada entre 2000 metros de profundidade e o substrato oceânico, sendo uma região totalmente afótica (sem luz), onde habitam poucas formas de vida.

Alguns fatores abióticos que condicionam a vida marinha

Os principais fatores abióticos que atuam no meio marinho são:

  • pressão, que aumenta com a profundidade;
  • iluminação, que diminui rapidamente, tornando-se praticamente inexistente abaixo dos 100 m de profundidade (zona afótica);
  • temperatura, que diminui gradualmente com a profundidade, embora se verifique em determinadas condições uma descontinuidade térmica chamada termoclina, que atua como barreira para muitos seres vivos donécton;
  •  oxigênio dissolvido na água, que depende da abundância de seres autótrofos nas regiões superficiais (zona eufótica) ou quimiotróficos,  quimiótrofos, nas regiões abissais.

Fatores bióticos que condicionam a vida marinha

 Seres planctônicos: Não possuem órgãos de locomoção ou os têm rudimentares, sendo arrastados pela correnteza. Ex.: o Krill que está no coração da cadeia trófica do Oceano Austral e Oceano Atlântico sul, sustentando centenas de espécies de peixes a lulas, baleias, pinguins, focas, albatrozes e etc. Figura 6 – Importância do kriil.

figura 5 - importância do kriil

O krill é extraído por grandes navios para alavancar a economia de diversos setores como:

·              ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA-3
O krill tem altas concentrações de ômega-3 que, devido às suas propriedades farmacológicas, tem sido crescentemente valorizado como suplemento dietético, relacionado com a saúde cardiovascular e associado com a longevidade. Enquanto o ômega-3 pode ser extraído de outros peixes, tais como o savelha e sardinha, um esforço agressivo está a caminho para promover o óleo ômega-3, oriundo do krill, como o antioxidante mais poderoso dentre todas as demais espécies marinhas. Novamente, a indústria – mas desta vez, o segmento de suplementos dietéticos (nutricêutica) - reconhece a vantagem dos baixos níveis de contaminação por mercúrio, dioxinas e os PCBs encontrados no krill antártico.

·              MEDICAMENTOS

Devido à capacidade de acelerar a cicatrização pós-cirúrgica, as enzimas poderosas do krill exercem um potencial muito atrativo para a indústria farmacêutica. Outros especialistas promovem os óleos antioxidantes do krill ao relatar os excelentes resultados no tratamento do colesterol alto.

·              COMPETIÇÃO COM PREDADORES
Estudos recentes demonstram que a pesca industrial do krill antártico ocorre quase que totalmente dentro das áreas de alimentação dos predadores em terra, tais como os pinguins. Também, existem evidências de que a competição entre as embarcações de pesca e os predadores do krill já ocorre em algumas áreas, particularmente, coincidindo com os períodos de reprodução, quando a escassez de alimento impacta o sucesso reprodutivo das espécies predadoras.

Dividem-se em fitoplâncton e zooplâncton. 
  1.  Zooplâncton: Organismos heterótrofos: microcrustáceos; pequenos anelídeos; larvas de esponjas, celenterados, insetos, crustáceos, moluscos, equinodermos e urocordados; alevinos (larvas de peixes); protistas (protozoários
  2.       Fitoplâncton: Organismos autótrofos clorofilados: algas clorófitas; moneras (algas cianofíceas); protistas (dinoflagelados, diatomáceas, euglenófitas). Os organismos do fitoplâncton desempenham importante papel, como produtores, nas cadeias alimentares; bem como no processo de renovação do ar atmosférico.

As algas que estão dentro do Fitoplâncton na sua maioria são exploradas economicamente, como as algas vermelhas (figura – 8) produtoras de ágar (ágar-ágar) ou gelose, um polímero da glicose, são importantes recursos econômicos, seu aproveitamento podem beneficiar  processos de engenharia genética,  utilizado na cultura de bactérias e na indústria farmacêutica (laxante); é um subproduto obtido principalmente das espécies: Gelidium corneum, Gelidium sesquipedale e Pterocladia capillacea, que por isso também se denominam por algas agarífera além de ser  muito utilizado na fabricação de geleias, produtos de confeitaria, gelados, xaropes, maioneses e queijos, sendo o produto responsável pela consistência mole, mas suficientemente firme, que apresentam. Algas Marrons (figura - 7) que proporcionam a Algina que é utilizada na fabricação de sorvetes, na indústria alimentícia e farmacêutica e etc.

figura 8 - algas vermelhas
figura 7 - algas marrons














   3.  Microrganismos: microbiota marinha é importantíssima para a decomposição de matéria orgânica e para a produção primária em ecossistemas sem luz. A maior parte dos são bactérias e algas azuis (cianobactérias ou cianofíceas, normalmente incluídas no fitoplâncton). As bactérias estão dispersas por todos os oceanos, suportando condições extremas. Há bactérias quimiossintéticas e decompositoras.
   4.    Seres nectônicos: possuem órgãos eficientes de locomoção, deslocando-se voluntariamente nas águas. São os peixes, cetáceos, moluscos (polvo, lula), crustáceos (camarão) Figura 9 , répteis (tartaruga) Figura 10 , etc.

figura 10 - tartaruga marinha 
figura 9 - camarão( crustáceo)












A pesca e a aquacultura de camarões é uma das atividades econômica mais importantes, devido ao elevado valor comercial destes produtos de luxo da alimentação humana. De acordo com a informação “Fishstat Plus” da FAO, em 2002, a captura mundial de camarões marinhos foi de 2.843.020 toneladas, enquanto que a produção mundial por aquacultura foi de 1.292.476 toneladas. Recentemente, várias espécies de camarões do coral têm sido comercializados pela indústria aquarista(Silva, 2008)


                             5.   Seres bentônicos
    : vivem apenas no fundo do mar, sendo fixos ou móveis. São os equinodermos (estrelas-do-mar figura - 11), os espongiários, celenterados (corais e anêmonas), crustáceos (cracas
), moluscos (ostras), etc. 


                     

figura 11 - estrela do mar


Hoje a China é o líder mundial em produção aquícola, é detentora de 83% do total de ostras produzidas no mundo. Por isso o seu  desenvolvimento da aquicultura deve servir como referência para países com potenciais para o desenvolvimento nesta atividade.
Apesar de não estar entre os dez maiores produtores mundiais, o Brasil vem evoluindo na produção de ostras, mesmo que de forma ainda artesanal, quando comparada à produção da China, Estados Unidos, Coréia, Japão, França, entre outros, que são países que se dedicam a mais tempo à ostreicultura.
Os Estados de Santa Catarina e São Paulo são os que mais investem na ostreicultura, tanto em pesquisa, quanto em estímulos à produção. Recentemente, os Estados da Bahia, Sergipe, Ceará e Maranhão iniciaram atividades ligadas ao cultivo da Crassostrea rhizophorae. Santa Catarina destaca-se como o estado pioneiro e com os melhores índices de produção de moluscos. Atualmente, detém 90% da  produção nacional de moluscos marinhos.

Conclusão


         O ecossistema de oceano, como observado é um dos grandes e indefinidos ecossistemas, percebe-se que este sofre influências positivas diretas da incidência de luz, pressão, oxigênio e influências negativas diretas na modificação dos fluxos enérgicos causados potencialmente pelo homem, no que traz consequência a competição entre os organismos dependentes de certas espécies além das influências indiretas que é o caso da indústria e seus esgotos sem a E.T (estação de tratamento), resíduos sólidos despejados no oceano e outros.
         Os oceanos também garantem a sobrevivência na Terra, regulando as condições climáticas mundiais, assegurando o equilíbrio químico do planeta e disponibilizando recursos para suprimento das necessidades humanas, como alimentação e lazer. Apesar disso, os oceanos estão cada vez mais ameaçados pela ação do homem, com a intensa exploração de seus frágeis ecossistemas e coloca em risco suas espécies. Sua proteção é, portanto, prioritária.

Daevelyn Rodrigues


obrigada